As startups têm se destacado no mercado e são extremamente atraentes para as grandes empresas ávidas por novidades. Contudo, esse modelo de negócio requer tempo e impulsionamento para se consolidar, além de colocar as inovações a que se propõe em prática e ainda contar com uma força extra de outras empresas da área.

É nesse momento que vale conhecer mais sobre corporate venture — conceito que constitui a estratégia das startups e pode fazer grande diferença tanto para a vida desse tipo de empreendimento quanto das empresas que se propõem a auxiliar seu desenvolvimento.

O que é corporate venture?

A expressão corporate venture define a prática de investir em empresas iniciantes. Ou seja, esse é um fundo corporativo direcionado para produtos considerados inovadores e que resolvam problemas ligados às corporações.

Pode-se entender o conceito como a aposta em um negócio de grande potencial, que, embora ofereça algum risco, também pode brindar o investimento com um excelente retorno financeiro ou de soluções no futuro.

Segundo Mauricio Martinez — Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento e Oxigênio Aceleradora — “nós sempre procuramos investir em startups que tem grande potencial de gerar valor para a empresa e que sabemos que iremos agregar para seus negócios também”. Para ficar mais claro, quando falamos em corporate venture, é preciso ter em mente que elas não querem apenas entrar com dinheiro, mas também possibilitar apoiar na evolução de suas empresas.

Um questionamento que fica é: como são os tipos de investimento destinados a startups que estão em fase inicial? Existem 3 modalidades: Corporate Venture Capital (CVC), Corporate Venture Externo (CVE), e o Corporate Venture Interno (CVI). Entenda melhor como elas funcionam!

3 modalidades de corporate venture

Como falamos no tópico anterior, para que aconteça o corporate venture, é preciso definir de onde partirá o investimento e qual será a modalidade usada nessa estratégia.

Corporate Venture Capital (CVC)

Esta modalidade se refere a quando uma empresa assume o papel de investidor, procurando por negócios emergentes e que estejam dentro das suas estratégias corporativas. O objetivo é investir dinheiro nessas startups, comprando parte das ações e atuando mais ativamente em todas as fases do processo.

Corporate Venture Externo (CVE)

Quando uma ideia nasce e toma forma de startup, oferecendo um produto minimamente viável, outras empresas podem se interessar por fazer parte desse crescimento. A partir desse momento, ela começa a chamar a atenção de empresas maiores, que passam a investir no projeto.

Com a ajuda de um fundo de investimento, geralmente composto de capitais de várias empresas, esses grandes empreendimentos apostam no seu crescimento. Além disso, oferecem estrutura, capital e gestão suficientes para o negócio dar certo.

Corporate Venture Interno (CVI)

Nesta modalidade, encontramos a situação em que a empresa cria, na área de divisão de inovação, uma espécie de incubadora interna. Assim, novas ideias, produtos, soluções e até projetos de colaboradores recebem investimento e atenção da própria empresa.

Essas startups vão crescendo de forma independente, mesmo estando dentro da empresa, até ficarem prontas para o mercado e, nesse instante, passarem pelo “spin-off” — etapa na qual cria-se uma nova marca dentro do grupo. Esse é o modelo adotado pela Oxigênio, por exemplo.

Benefícios para as corporações

Para Maurício Martinez, os benefícios são muitos e bem interessantes: “para as corporações, é uma forma de termos acesso a novos modelos de negócio, mesmo os modelos de maior risco. O CV ajuda as startups nesse momento com conhecimento e investimento.

Vantagens para as startups

As vantagens dessa ação se convertem para ambos os lados. “Para as startups, o corporate venture é muito bom, já que elas terão acesso a um capital barato e de baixo custo, permitindo que ela crie e desenvolva seus projetos”, explica Martinez. Ele ainda complementa que para as startups, outra vantagem muito relevante é a relação próxima com as corporações que são investidoras. “Esse apoio permite uma relação com um network diferenciado e canais de venda e outros recursos de mercado que ela não teria sozinha”, comenta.

Para o Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento e Oxigênio Aceleradora é importante destacar também outro benefício: “uma startup que é investida por um coporate venture, a exemplo da Porto Seguro, que é como a Oxigênio trabalha, tem mais facilidades em relação ao porte dela para poder prestar serviço para a própria corporação. Isso significa que ela tem uma governança mais simplificada”, finaliza.

A ideia do corporate venture ainda é uma ótima forma de a startup contar com o apoio de profissionais que atuam no mercado há mais tempo e saberão direcionar algumas questões com um know how que só a experiência pode oferecer. Isso potencializa as ações da startup e enriquece a troca.

Dicas para startups que querem participar de um corporate venture

De acordo com o Gerente de Projetos da Oxigênio Aceleradora, a principal dica a seguir é já ter um produto, pois a maioria dos fundos precisa de um MVP (minimum viable product). Ou seja, a startup precisa ter o produto pronto, que resolva algum problema para o mercado no qual aquela corporação atua.

No caso da Oxigênio, Maurício destaca que “a gente investe em startups que tenham sinergia com os produtos da Porto Seguro. É o nosso ponto de partida na hora de apostar no investimento”. Além disso, outra dica é procurar as aceleradoras que trabalham com grandes corporações, para conhecer de perto os investimentos que elas realizam.

Então, sabendo disso, você pode analisar como anda a sua startup, se organizar e ir atrás dessa força extra tão necessária para o crescimento e sucesso do seu negócio. Que tal? Entre em contato conosco agora mesmo e transforme a sua startup em um grande potencial do mercado!