Um caminho comum para uma startup é buscar um programa de aceleração, como o Programa da Oxigênio Aceleradora. Afinal, nem sempre é fácil encontrar novas oportunidades de negócio ou definir as melhores estratégias para o desenvolvimento da sua companhia.

Mas o receio em ceder uma parte da sua empresa acaba sendo um motivo para o afastamento de startups promissoras. Por isso, um modelo tem ganhado cada vez mais espaço no mercado: o equity free.

Na tradução literal para o português, talvez não faça tanto sentido, mas o termo equity significa “participação societária” no mercado e free é “gratuito” ou “livre”. Ou seja, para participar do programa, não é necessário abrir mão de uma porcentagem da sua startup, o que pode ser bastante atrativo.

Mas, na prática, quais são as vantagens para a sua startup ao optar por um programa de aceleração que seja equity free? Quais foram as razões para a Oxigênio alterar o seu modelo e quais são as mudanças mais significativas dentro desse processo?

Quer saber mais? Então, continue a leitura deste artigo para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto. Confira!

O que é um programa equity free?

Como uma forma de oferecer algo em troca pela participação em um programa de aceleração, é muito comum que as startups precisem ceder parte de suas ações para a aceleradora. Por um lado, isso é positivo para quem necessita de ajuda para se desenvolver.

Porém, para aquelas empresas em um estágio mais avançado, isso pode significar um sinal de alerta. O modelo equity free, portanto, foi criado para as startups que desejam mais do que apenas investimentos em recursos financeiros, mas também, mentoria, possibilidade de networking e até mesmo suporte estratégico.

Tudo isso, sem precisar ceder parte da empresa ou assinar algum tipo de compromisso ou termo de fidelidade, apenas sendo uma ferramenta de desenvolvimento.

Quais são as razões para a Oxigênio ter feito essas mudanças?

Mas, para a aceleradora, quais são as vantagens de promover um programa de aceleração equity free? Por mais que possa parecer uma forma de economizar recursos, segundo Mauricio Martinez, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Porto Seguro, as razões para a mudança foram outras.

“Deixando de pedir participação societária, as startups se sentem mais à vontade para se inscrever no programa. Nós perdíamos oportunidades porque, às vezes, o empreendedor tinha uma solução madura e ele não queria vender 5% da startup por determinado valor. Ele só queria a possibilidade de fazer negócios e desenvolver projetos com a Porto Seguro.”

O que acaba acontecendo é uma mudança no foco. Afinal, quando uma startup participa de um programa de aceleração sem investimento, o objetivo do processo é, por exemplo, fornecer uma mentoria mais especializada. Quando falamos em um modelo equity free, o objetivo das startups participantes é fazer mais negócios com empresas grandes.

Sendo assim, quando o filtro foi retirado, o número de startups maduras inscritas no programa aumentou consideravelmente. Como consequência, o objetivo das participantes do processo de aceleração é outro e, assim, o procedimento para a escolha também se modificou.

“Nós procuramos por startups que tenham um produto pronto e um mínimo de faturamento. Você tem faturamento? O produto está vendendo? Então, vamos. A questão mais importante é mostrar que tem gente disposta a pagar pela solução, que tem alguém que já viu valor o suficiente para pagar por ela”, afirma.

O que foi modificado no dia a dia do programa?

Quando o objetivo das participantes é diferente, o dia a dia também tende a ser modificado. Para Mauricio, essa é uma tendência cada vez maior no mercado. “Hoje, nós damos menos mentoria em modelagem de produto e muito mais consultoria em aceleração de venda e negócios. Antes, nós ajudávamos a formatar o produto, agora a nossa meta é outra.”

A Oxigênio passa, assim, a focar muito mais a capacitação dos profissionais que estão na startup e o auxílio com especialistas no segmento. A partir das suas parcerias, e mesmo da própria estrutura da Porto Seguro, o investimento acaba sendo realizado de forma indireta, com um trabalho mais voltado para o compartilhamento de conhecimento.

Mauricio resume bem o novo cenário a partir dessa mudança de modelo: “nós ainda discutimos produto e precificação, por exemplo, mas hoje é muito mais um contexto de como vamos ajudar a empresa a vender e faturar mais.”

Dessa forma, a aceleradora deixade lado conversas muito básicas, como se vai vender por mensalidade ou se vai ser freemium. Agora, são startups, de fato, mais maduras.

Trabalhando com empresas nesse nível, é natural que o foco se torne o fechamento de novos negócios, a criação de mais oportunidades, a mentoria e, assim, a impulsão das vendas. Mas a solução oferecida pela Oxigênio é ainda mais completa para as empresas.

De acordo com Mauricio, as vantagens começam pelo espaço utilizado gratuitamente durante seis meses. “Nós oferecemos consultoria jurídica, de design, de tração digital — ou seja, montar um plano específico para a venda na internet, entender por que você não está vendendo bem e o que podemos fazer para ajudar você a vender melhor”, explica.

São mais de R$500 mil em outros benefícios, como infraestrutura na Amazon e na Google e, até mesmo, desconto em aplicativos. O modelo equity free é uma forma de incentivar que startups em um estágio mais avançado de crescimento se interessem em participar de um programa de aceleração.

Para as empresas, a ideia é aumentar as suas conexões, aprender com a expertise de uma gigante como a Porto Seguro e, assim, desenvolver o seu negócio de maneira sustentável e em longo prazo.

Agora que você já sabe quais são as vantagens de participar de um programa equity free e as razões para a Oxigênio Aceleradora ter adaptado o seu programa, que tal conhecer um pouco mais sobre como podemos ajudar a sua startup a se desenvolver?

Entre em contato conosco e descubra como criar oportunidades de negócios com a Porto Seguro e a nossa rede de parceiros e clientes!