As fintechs (empresas que oferecem soluções financeiras por meio da tecnologia) estão crescendo mais do que nunca. Segundo o portal e-commerce Brasil, só entre 2010 e 2015 o Citibank já apontava expansão de 70% nos investimentos mundiais destinados a esse tipo de empreendimento. E o mercado não parou: entre o terceiro trimestre de 2017 e o segundo trimestre de 2018, o aumento no número de fintechs foi de 22%.

Em nosso país, de acordo com um relatório da Finnovation de 2018, as fintechs se distribuem principalmente nas áreas de pagamentos e remessas (25%), gestão financeira empresarial e pessoal (25%) e empréstimos (15%). No entanto, também há diversas startups de tecnologia voltadas para investimentos, funding, seguros, entre outros focos. O público principal dessas companhias são os jovens de 16 a 34 anos, sendo que marcas como Nubank, Inter, Neon e Agibank estão entre as queridinhas desses consumidores.

Quer entender ainda melhor o panorama das fintechs no Brasil? Então, acompanhe!

Como as fintechs estão revolucionando o consumo de serviços financeiros no Brasil?

Historicamente, o público brasileiro não tem o hábito de cuidar das finanças. Segundo o CNDL e o SPC, 46% da população não controla o próprio orçamento. Nesse cenário, as fintechs chegam para facilitar a disciplina financeira. Os aplicativos para smartphone facilitam a vida de todos com lembretes e notificações, além de tornar todo o processo de controle financeiro mais simples e prático.

Além disso, aos poucos, falar de dinheiro vai deixando de ser um tabu. Quando o orçamento está no seu celular e faz parte do dia a dia, fica mais natural conversar sobre finanças com amigos, colegas e familiares. Esse contexto de mudanças comportamentais, por si só, já está revolucionando o consumo de serviços financeiros.

Hoje em dia, corretoras de investimentos estão se tornando populares e anunciam seus serviços até mesmo no horário nobre da televisão, coisa que seria bastante incomum há alguns anos — afinal, pouquíssimas pessoas buscavam investir e multiplicar seu patrimônio.

De todo modo, a revolução causada pelas fintechs vai além dos hábitos e está diretamente ligada a benefícios práticos, como:

  • agilidade aliada à segurança: as startups financeiras ajudam os consumidores a pagarem contas e serviços pela internet, com rapidez e muita segurança;
  • economia: transferências de dinheiro dentro do Brasil ou até mesmo para o exterior estão mais baratas do que nunca, graças à competitividade que as fintechs trouxeram ao setor. Diversas contas bancárias digitais e cartões de crédito também trabalham com taxa zero;
  • acesso ao crédito: os empréstimos também ficaram mais acessíveis e descomplicados, reduzindo a burocracia e abrindo espaço para processos digitais. Além disso, como mencionamos, já existem cartões de créditos sem taxas;
  • e-commerce: com tantas soluções financeiras, cada vez mais lojas (de todos os portes) conseguem oferecer seus produtos na internet, impulsionando o mercado de e-commerce e facilitando a vida da população — que agora pode adquirir inúmeros itens sem precisar ir a uma loja física.

Como a regulamentação brasileira dá espaço para o crescimento dessas startups?

Até pouco tempo, as startups brasileiras do setor financeiro precisavam atuar em parceria com uma instituição financeira tradicional. Por exemplo, um novo banco digital deveria trabalhar em conjunto com um grande banco que possuísse agências físicas. Entretanto, isso mudou.

Atualmente, o Banco Central entende o potencial que as fintechs têm de impactar positivamente o mercado e, graças a isso, está facilitando a aceleração das startups. Hoje existe uma zona de flexibilidade para as novas empresas do setor, somente quando elas ultrapassam um determinado número de transação é que precisam atender às exigências do Banco Central.

Em 2018 também houve a regulamentação das companhias que operam na área de crédito, facilitando o trabalho de diversas fintechs que têm esse foco. Tudo isso faz com que o Brasil se destaque como um dos países mais promissores para a expansão das empresas de tecnologia financeira, gerando cada vez mais inovação. Outro fator importante — agora mais cultural — é que os bancos tradicionais também estão apoiando as fintechs, pois perceberam que elas os ajudam a se desenvolverem. Nada mal, não é?

Quais são as tendências para o mercado de fintechs?

A melhor forma de compreender as tendências para esse mercado é analisar quais fintechs estão sendo aceitas pelos consumidores. A partir daí, é possível analisar que tipos de soluções tendem a se desenvolver em maior quantidade e intensidade nos próximos anos. Veja alguns exemplos:

Confere Cartões: foco em PMEs

Imagine uma plataforma SaaS voltada para o gerenciamento e conciliação automática de vendas em cartões de débito e crédito. Esse é o foco da Confere Cartões, que atende pequenas e médias empresas. Aliás, o crescimento das fintechs focadas no segmento de PMEs é uma das tendências atuais de mercado.

Nexoos: referência em crédito

Outra tendência da área é o crescimento das startups de crédito. A Nexoos, por exemplo, atua como uma plataforma de empréstimos peer-to-peer para pequenas e médias empresas. Nesse modelo, uma organização que está em busca de crédito pode se conectar com outra que deseja emprestar capital e receber juros na troca. Quem pega emprestado tem acesso às taxas mais baixas do que nos bancos, enquanto quem empresta obtém retornos mais expressivos.

Crebit: exemplo de digitalização

A Crebit é uma empresa de cartão de crédito totalmente digital, permitindo que os usuários façam compras e assinem serviços que antes só seriam possíveis com um cartão de crédito tradicional. Sem dúvida, a digitalização é uma tendência para o mercado de fintechs, trazendo para o ambiente online alguns serviços que antes só eram oferecidos por empresas físicas.

É claro que os exemplos de fintechs bem-sucedidas não param por aí. Aproveite para conhecer outros cases de outros segmentos no portfólio da Oxigênio Aceleradora. Como vimos neste artigo, o mercado é promissor para esse tipo de empresa, com tendências e regulamentação que favorecem o surgimento de novas soluções. Então, mais do que nunca, esta é a hora de apostar nas fintechs!

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