O percentual de pessoas da geração Z que faziam parte da população mundial, em 2019, era de 32%. Segundo a ONU, é a maior proporção de uma geração presente no mundo, atualmente. Com isso, os impactos dela também atingem grande relevância, tanto em aspectos econômicos quanto sociais.

Neste artigo, trouxemos um panorama sobre as principais características da geração Z, como ela se comporta, os seus impactos nas empresas e o que os negócios podem fazer para conquistar esse público. Confira!

Geração Z: principais características

A geração Z é composta por jovens nascidos a partir do ano 2000. De maneira geral, esse agrupamento de indivíduos é conhecido como o primeiro que nasceu digital — está conectado a todo momento e nunca viu o mundo sem a internet.

Outra característica desse grupo e que o marca muito é a hipercognição e a ampla capacidade de viver em múltiplas realidades. Daí a razão por um movimento tão grande de hiperconexão.

Isso porque a tecnologia proporciona a esses jovens, justamente, vivenciar realidades distintas e absorver grande complexidade nelas envolta, ofertando para isso múltiplos recursos visuais, textuais e outros. Uma pesquisa conduzida pela Box 1824, em parceria com a McKinsey, mostrou um ponto importante sobre tal geração, que a diferencia de todas as anteriores.

Os membros desse grupo podem ter uma capacidade muito maior de eliminar imprevistos, graças ao uso intensivo de aplicativos que contornam os problemas cotidianos. Outro ponto de encontro entre esses jovens é o pragmatismo.

As pessoas da geração Z são realistas, práticas e focadas em satisfazer necessidades financeiras e ligadas ao seu enriquecimento pessoal. Mas isso não significa que elas se esquecem dos campos ligados às emoções — apenas que elas têm maior propensão ao pensamento lógico.

O que mais esperar de uma geração que tem a tecnologia “no sangue”? Não há fronteiras para o diálogo: a geração Z não só entende, como agrega valor ao seu discurso. São avessos à polarização e ao extremismo, partindo da premissa da conciliação. Ativismo, compassividade e empatia estão entre as suas palavras de ordem!

Relacionamento entre a geração Z e as marcas

Diante de características marcantes apresentadas pela geração Z e da grande representatividade do grupo na sociedade atual, as marcas precisam se adaptar se quiserem ser relevantes na vida dessas pessoas. Por exemplo, é cada vez mais comum que elas utilizem cartões de crédito para a compra, a medida que avançam no mercado de consumo.

Mas elas também não almejam serviços tradicionais bancários. Por isso, temos visto uma crescente no mercado de fintechs. Logo, as empresas que quiserem ter impacto na vida dessa geração precisam se adaptar para oferecer o máximo de opções de pagamentos e bandeiras de cartão.

Outro ponto desse relacionamento é o posicionamento das marcas. As pessoas estão mais preocupadas com os propósitos, o impacto que esses negócios têm tanto em ações sociais quanto ambientais.

Assim, negócios que não trabalham tais aspectos tendem a perder espaço no mercado para aqueles que se preocupam com a imagem da marca e que tipo de mensagem ela tem transmitido. É só observar a atuação do branding para startups e sua eficácia.

3 ações para conquistar a geração Z

Afinal, como conquistar a geração Z? Confira algumas ações eficientes que as empresas podem implementar!

1. Invista em conteúdo e buscadores

O investimento em SEO para as marcas que desejam se relacionar com a geração Z é essencial. Essas pessoas sempre fazem as suas pesquisas em buscadores da web e é interessante que elas encontrem a sua empresa a partir de boas práticas de otimização por meio das palavras-chaves.

Mas não é só isso. Gerar conteúdo relevante, que de fato agregue à vida dessas pessoas, ajuda a criar uma conexão com esse jovem consumidor. Portanto, fique atento ao tipo de informação e aos canais em que elas são divulgadas.

Redes sociais, como Instagram e YouTube, tendem a ter um alto alcance de disseminação, o que é interessante para formar a audiência.

2. Busque influenciadores

Os influenciadores exercem um papel fundamental no elo entre uma marca e o público consumidor da geração Z. Afinal, como eles são menos impactados pela mídia tradicional e suas técnicas, vão em busca de novos ídolos, desde youtubers a instagrammers e até artistas.

Portanto, para ser reconhecido, é interessante associar a imagem a um desses criadores. Lembrando sempre do cuidado para encontrar um influenciador que compactue com a visão, missão e valores do seu negócio.

Qualquer atitude desse influencer que fuja dos princípios da marca pode gerar perda de clientes e até arranhar a sua imagem no mercado. O melhor, nesse caso, é sempre fazer uma boa pesquisa e estabelecer uma relação contratual em que ambos se comprometam a respeitar as regras.

3. Personalize a sua entrega

O consumidor moderno tem exigido maior personalização na hora de adquirir produtos ou serviços. Portanto, cabe às empresas conhecer os perfis das pessoas que compram, a fim de entregar uma experiência marcante por meio da captação de dados.

Não foque apenas segmentação desses clientes, é interessante ir ao encontro do indivíduo para gerar vendas. Mas atenção: a geração Z também está cada vez mais preocupada com o uso de seus dados pessoais e a segurança deles.

Portanto, as empresas devem focar a garantia de um ambiente seguro para a navegação e passar confiabilidade ao consumidor.

Principais diferenças da geração Z para os millenials

Mesmo com algumas semelhanças, é preciso estabelecer o que separa a geração Z dos millenials. Um dos pontos é, justamente, o realismo.

As pessoas do primeiro grupo cresceram à sombra de crises econômicas e isso fez com que o seu foco de carreira estivesse justamente na necessidade de adaptação constante. Ao contrário dos millenials, que são mais idealistas em termos de trabalho, mesmo com a disponibilidade para mudanças.

Outro ponto é que, apesar de a geração Z ainda ser, em parte, composta por adolescentes, eles já têm poder de decisão nas compras maior que as gerações anteriores. Também são grandes consumidores em canais online, se comparados a outros grupos.

Além disso, mostram-se mais tolerantes que a geração anterior, acreditando mais na pluralidade opiniões e culturas. Os millenials, por exemplo, têm muito a cultura do “eu” e a sua ambição maior. É interessante olhar para essas diferenças, pois cada uma delas exigirá uma atitude diferente das empresas.

A geração Z tem se preocupado cada vez mais com o que consome e faz isso de maneira exigente. Por isso, negócios tradicionais precisam de uma rápida adaptação para se manter relevantes. Com essa demanda mais incisiva por produtos/serviços inovadores, o campo de desenvolvimento de startups se tornou muito fértil.

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