Startup tem tudo a ver com o nascimento de novas ideias e modelos, certo? No entanto, quando se trata de inovar, praticamente todos concordam que é impossível encontrar uma fórmula mágica.

Por isso, apesar de o espírito criativo estar presente no DNA desse modelo de empreendimento, garantir que ele continue vivo é um desafio e tanto. Então, o que fazer para manter constante a inovação na startup? É o que mostraremos neste post!

A partir de agora, você entenderá quais são os principais tipos de inovação, ficará por dentro dos desafios e receberá dicas de como mantê-la constante no ambiente de trabalho. Então, vamos juntos tornar sua startup ainda mais criativa?

3 principais tipos de inovação

Muitos pensam que a inovação está ligada apenas a desenvolver diferentes tipos de produtos nunca antes vistos. Mas o fato é que há várias maneiras de inovar dentro de um negócio.

Seja encontrando um diferencial no produto com o qual você já trabalha, seja transformando a forma de trabalhar da sua equipe, você está investindo na criatividade e impulsionando sua startup. Por isso, confira os principais tipos de inovação!

1. Inovação em produto

Nesse modelo de inovação, a startup busca evoluir o produto constantemente. Para isso, é possível utilizar novas tecnologias, atender às demandas de consumidores, apostar em materiais diferentes, entre outras possibilidades. O objetivo desse tipo de transformação é surpreender o cliente de maneira positiva e aumentar seu engajamento.

Esse tipo de inovação busca aprimorar os produtos adicionando novas funcionalidades ou abordando características já presentes sob uma nova perspectiva. De qualquer forma, o intuito é aumentar o valor percebido pelo cliente, promovendo melhores experiências de consumo, fidelização e recorrência.

2. Inovação em processos

As inovações em processos são aquelas que proporcionam novas maneiras de trabalhar internamente, assim como novos jeitos de atender aos clientes. Essas mudanças buscam eliminar gargalos e restrições que atrapalhem a produtividade da equipe ou que impeçam uma experiência ainda melhor do usuário.

Portanto, muitas vezes, a inovação em processos está ligada a eliminar aquilo que está atrapalhando — e não necessariamente adicionar novas etapas.

3. Inovação no modelo de negócio

Inovar no modelo de negócio não significa somente iniciar tudo do zero, mas também, refere-se a adotar aquilo que já se mostrou efetivo. Nesse tipo de inovação, a startup procura encontrar novos formatos de como a empresa pode gerar e captar valor.

Aqui, há inúmeras possibilidades, que vão desde a combinação de diferentes atividades até a alteração do segmento de cliente, passando por mudanças na proposição de valor do produto ou serviço. Ou seja, transformar o modelo de negócio exige bastante pesquisa e estudo, sem falar dos testes e mensurações de resultados.

6 maiores desafios para manter a inovação constante

Os desafios estão sempre presentes quando se trata de implementar transformações no ambiente de trabalho. Mas o importante é saber avaliá-los, para que eles não comprometam o desenvolvimento do seu empreendimento.

Pensando nisso, confira quais são os maiores desafios enfrentados para manter a inovação constante.

1. Duração do ciclo de vendas

Ao contrário das grandes corporações — que costumam trabalhar com ciclos trimestrais — as startups precisam gerar uma receita praticamente imediata. No entanto, nem sempre o ciclo de vendas acompanha essa necessidade. Na prática, isso causa dificuldades de fluxo de caixa, o que pode deixar a startup sem margem de manobra para investir em inovações.

2. Penetração nas unidades de negócio da empresa

Independentemente de trabalhar no mercado B2B ou B2C, as startups investem constantemente em parcerias com outras empresas. Mais do que isso, esses aliados são fundamentais para que as inovações sejam colocadas em prática no mercado. O desafio, nesse caso, é que nem sempre os potenciais parceiros compreendem o espírito colaborativo.

Muitos enxergam as startups como concorrentes, ou as veem como uma ameaça ao departamento de inovação interno. Assim, o empreendimento precisa saber quem são os profissionais que estão dispostos a apostar na colaboração.

3. Definição de escopo de produto

Definir um escopo de produto é um desafio que tem relação com a dificuldade anterior. Ao encontrar o lugar certo dentro da corporação, a startup pode alinhar as especificidades técnicas que devem ser atendidas pelo processo de inovação. Afinal, na maior parte dos casos, soluções genéricas não resolvem as demandas dos investidores, parceiros ou clientes.

4. Amadurecimento empresarial

Conforme uma startup cresce, maiores são as dificuldades em gerenciar o passo a passo e os pormenores da produção. A ânsia legítima, porém mal controlada pela gestão, pode levar à burocratização e à verticalização exacerbada do negócio, o que acaba reduzindo a flexibilidade, o poder de ação e, consequentemente, o potencial inovador da empresa.

Por isso, invista em um amadurecimento empresarial que não resulte em enrijecimento de processos. Estimule a inovação na startup por meio da horizontalização da tomada de decisões e o empoderamento do funcionários.

Dessa forma, garante maior autonomia e espaço por onde a criatividade possa fluir e gerar mais produtividade, novos processos e mais inovação.

5. Treinamento de funcionários

Para manter uma cultura de inovação dentro da sua startup, é preciso que os seus gestores dediquem esforços em compartilhar a sua visão do negócio entre os membros do seu time. Além disso, devem atuar para o fomento de práticas mais eficientes por meio palestras, cursos e treinamentos corporativos.

Afinal, essas são ferramentas excelentes para a disseminação de boas práticas entre o colaboradores, ajudando a universalizar formas de condutas mais produtivas e desejáveis para o bom desempenho da startup.

Os treinamentos podem ser aplicados, ainda, conforme a necessidade mais imediata da empresa. Por exemplo, quando a startup atinge a etapa de internacionalização, podem ser realizados treinamentos para o melhor atendimento em outros idiomas ou uma qualificação especial para estar em conformidade com a legislação do novo país.

6. Falta de investimento

Investir em ações de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos ou ter um departamento inteiro dedicado a essa questão é um modo de agir comum entre as empresas mais valiosas da Nasdaq. Os investimentos em inovação precisam, necessariamente, ser iguais ou maiores do que o financiamento da própria atividade produtiva.

Principalmente, nos períodos iniciais, quando a empresa ainda está se colocando no mercado. Devido à concorrência, nunca se sabe quando uma novidade vai surgir no setor e acabar transformando toda a cadeia produtiva do dia para noite.

Por isso, não deixe de investir na inovação da sua startup, pois é ela que vai permitir que novas versões, funcionalidades e outros recursos do seu produto estejam sempre em evolução. Dessa forma, será possível agregar valor a sua proposta para, então, fidelizar mais clientes e conquistar mais mercado.

6 dicas para sempre inovar na sua startup

Depois de conhecer os principais tipos de inovação e entender quais são os desafios que eles oferecem ao seu negócio, chegou o momento de descobrir algumas dicas especiais para você sempre inovar na sua startup.

1. Não ficar preso à tecnologia

Quem disse que o termo inovação se refere apenas às novidades tecnológicas? Atualmente, a transformação digital já é uma realidade em grande parte das empresas.

Isso faz com que, para inovar, seja necessário ir ainda mais longe. Por isso, sempre busque expandir os horizontes da sua startup, perguntando-se como pode melhorar ainda mais o produto, os processos e o modelo de negócio.

2. Analisar novos mercados constantemente

As análises de mercado não servem somente para quem deseja abrir uma nova empresa ou lançar um produto, tampouco para as organizações que enfrentam algum tipo de crise. Analisar novos mercados deve se tornar uma rotina para seu empreendimento.

Afinal, existem muitas oportunidades prontas para ser exploradas. Portanto, fique sempre de olho em novos públicos, regiões e demandas.

3. Focar a necessidade dos clientes

Na sua startup, ouvir os clientes pode ser considerado um hábito ou é algo que ocorre esporadicamente? É muito importante pensar nessa prática, afinal, ela é fundamental para manter a inovação constante. O melhor: é algo extremamente simples e barato de aplicar.

Sabemos que não há ninguém melhor do que o próprio consumidor para indicar possíveis melhorias nos serviços ou produtos, concorda? Portanto, crie uma rotina de coletar esses feedbacks, analisá-los e verificar a viabilidade da adoção das sugestões dadas. Isso, naturalmente, vai ajudar a gerar tração para a startup.

4. Investir em pesquisa

Parece óbvio que a pesquisa é um ponto de partida para novas ideias, não é mesmo? Entretanto, poucas empresas realmente colocam isso em prática como um princípio de inovação constante.

Portanto, se o mercado está expandindo ou em crise, investir em desenvolvimento é sempre uma garantia de melhores resultados em longo prazo. Sem atenção a essa área, a sua startup pode se tornar obsoleta rapidamente, perdendo em competitividade.

5. Envolver toda a equipe

Por trabalhar com times enxutos, as startups têm uma grande vantagem em relação às corporações. Nelas, é muito mais fácil envolver toda a equipe e criar uma cultura de inovação constante.

Para que isso seja uma realidade, não há muito segredo: dê tarefas para que os colaboradores apresentem ideias e soluções — seja de forma individual, seja em grupos.

6. Desenvolver um processo de inovação

Certifique-se de proporcionar a sua equipe o ambiente ideal para que as ideias floresçam. Promova estudos sobre as rotinas executadas na empresa, a fim de verificar possíveis pontos de melhoria para redução de desperdícios, retrabalhos e aumento da eficiência.

Reuniões para o compartilhamento de resultados operacionais e informações de mercado também podem ser utilizadas como meio de coleta de sugestões e sessões de brainstorm, com o intuito de obter soluções compartilhadas sobre como superar os principais desafios da empresa.

Porém, é preciso que tais eventos não sejam esporádicos, mas sim, uma política fixa e constante de motivação e fomento da inovação. Mais do que qualquer outro tipo de organização, as startups têm em seu DNA a obrigação de inovar continuamente, oferecendo soluções surpreendentes para seus clientes, parceiros e investidores.

A boa notícia é que, apesar dos desafios enfrentados, é possível manter um ambiente de inovação constante. Para isso, basta estar sempre disposto a aplicar um novo olhar sobre o produto, os processos e o modelo de negócio — claro, utilizando as ferramentas necessárias, como pesquisa e análise.

Gostou deste conteúdo sobre como desenvolver meios para a constante inovação na startup? Então, não pare por aqui. Confira o artigo MVP para startups: entenda o que é o Produto Minimamente Viável!