Quando você pensa nas cidades do futuro, a imagem de carros voadores passa pela sua cabeça? Se você não enxerga a vida nos próximos anos como um desenho animado, sem dúvidas pressupõe que a tecnologia terá um papel cada vez mais central na organização dos espaços e das rotinas das pessoas na sociedade. É nesse sentido que a tendência das smart cities ganha força e que muitas experiências como essa acontecem cada vez mais ao redor do mundo.

Como o nome indica, cidades inteligentes têm o intuito de promover mais qualidade de vida e facilitar o dia a dia de seus moradores. Para isso, elas mobilizam uma série de elementos como logística, telecomunicações, facilities, energia, deslocamentos, entre outros fatores que afetam diretamente as rotinas de quem vive em coletividade.

Nesse cenário, tanto para o surgimento como para a consolidação dessas cidades, as startups têm um papel essencial. Isso porque esse tipo de empreendimento é conhecido por seu dinamismo e pela constante busca de soluções inovadoras — uma vez que nascem e se desenvolvem em plena transformação digital, normalmente utilizando inteligência artificial, Big Data e Internet das Coisas em seus processos.

Você sabe como essas cidades funcionam e de que modo as startups contribuem para a revolução? Descubra a seguir e fique por dentro do assunto!

O que são as smart cities?

Essencialmente, smart cities são cidades cujo desenvolvimento urbano está atrelado à tecnologia e seus avanços e, por isso, elas se tornam mais inteligentes. Por exemplo, se você usa um aplicativo para pagar o estacionamento coletivo ou um pedágio — em vez de ter que procurar por postos ou vendedores autorizados — sua rotina se torna mais prática e você consegue se deslocar com maior fluidez. O mesmo aconteceria se escolas usassem sistemas para programar a liberação de cada turma, evitando o trânsito e o caos nas saídas dos colégios, ou se os cartórios se interligassem com bancos e outras instituições.

Como podemos perceber, é preciso um conjunto de diferentes esforços e agentes — como o estado, as empresas e a população — para que uma comunidade se torne, de fato, inteligente. O desafio é grande e são muitos os temas urgentes que precisam ser trabalhados. Quando o assunto são as smart cities, suas principais vertentes são:

  • energia: buscar maneiras de praticar o consumo consciente desse recurso;
  • equipamentos públicos: pensar na distribuição assertiva de instituições (escolas, bancos, hospitais etc) ao longo do espaço, a fim de evitar concentrações, trânsito e dificuldades no acesso, atendendo melhor toda a população;
  • logística: coordenar com maior eficiência todo o fluxo de distribuição nas cidades, tanto de pessoas como de materiais;
  • mobilidade: melhorar a circulação nos grandes centros e eliminar congestionamentos;
  • tratamento de lixo: lidar com o problema de grandes aterros sanitários, excesso de lixo e desperdícios, além da questão do descarte incorreto de materiais;

Qual o papel das startups na construção das smart cities?

Por conta de sua natureza inovadora e disponibilidade para pensar fora da caixa, romper paradigmas e apostar em projetos originais, as startups são peça-chave na construção de smart cities. Isso porque esses negócios entregam agilidade, flexibilidade e dinamismo necessários para propor mudanças nas comunidades, desburocratizando e repensando processos tradicionais, a fim de atender a novas demandas.

Com o apoio da transformação digital, que engloba serviços como inteligência artificial, computação na nuvem e machine learning, startups são capazes de criar soluções disruptivas. Como resultado, essas empresas trazem maior eficiência e produtividade em diversas áreas da vida cotidiana, contemplando e revolucionando setores como: saúde, segurança, educação, mobilidade, entre outros. Confira alguns exemplos de startups em cada segmento que estão contribuindo para essa iniciativa!

Mobilidade urbana

  • Bynd: é um sistema de caronas compartilhadas para ir de casa para o trabalho, ajudando pessoas a ter uma melhor experiência no trânsito e colaborando para reduzir o volume de veículos;
  • Byke Station: oferece estações 24 horas para ciclistas, as quais funcionam em um esquema de auto-serviço, ou seja, o usuário tem acesso a equipamentos, ferramentas e pode até comprar suprimentos em uma vending machine.

Soluções financeiras inteligentes

  • Confere cartões: uma plataforma com foco em pequenas e médias empresas para o gerenciamento e conciliação de vendas via débito e crédito;
  • Nexoos: viabiliza empréstimos peer-to-peer, conectando pequenas e médias empresas com pessoas dispostas a ceder crédito por juros e taxas mais baixos.

Conectividade

  • KickSIM: simplifica a questão do roaming do celular, permitindo que pessoas fiquem conectadas por um custo zero e direcionando chamadas de planos pré-pagos ilimitados.

Entretenimento

  • Evnts: é uma ferramenta que auxilia grupos e eventos na hora de fazer reservas em hotéis. Ela oferece descontos e tem uma ampla base de estabelecimentos cadastrados.

Realidade aumentada e Virtual

  • GoEpik: voltada para a indústria 4.0, a startup possibilita que profissionais sejam guiados visualmente durante a execução de processos ou operações, como o conserto de uma máquina ou um teste de qualidade. Tudo através de Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR).

Big data e Analytics

  • Klooks: comercializa relatório de performance avulsos para prospecção e tomadas de decisão com base em inteligência de mercado e dados empresariais.
  • Refinaria de Dados: especializada em coleta e análise de dados que conecta organizações ao público de seu interesse, tornando empresas e instituições data-driven para gerar resultados operacionais em poucas semanas.
  • Keep Clear: plataforma de automação de due diligence e compliance que busca minimizar os riscos de empresas ao reduzir o custo e o tempo necessário para iniciar e monitorar relações B2B.

Saúde

  • Psicologia Viva: um marketplace que conecta, com segurança, psicólogos e pacientes com atendimento via web;
  • Amplimed: otimiza tarefas nas clínicas através de prontuário eletrônico, facilitando da vida do médico e colaborando para aprimorar o atendimento ao paciente;
  • Livance: um sistema de locação de consultórios de alto padrão pay-per-use para médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos.

Gestão operacional

  • BTime: é uma ferramenta para gestão de equipes de campo, que conta com funções para gerenciar o fluxo operacional, informações estratégicas, checklists de tarefas, entre outras, para entregar mais valor e resultado para os clientes.
  • PopSpaces: marketplace que permite aos proprietários alugarem seus espaços para marcas de uma forma simples, como um Airbnb dos espaços comerciais.

Energia

  • Enercred: serviço de assinatura de créditos de energia renovável para o consumidor residencial, que busca democratizar o acesso a energias renováveis para quem não têm recursos financeiros para investir em um sistema próprio.
  • Electrowave: oferece uma solução de monitoramento dos parâmetros da energia elétrica na residência de segurados, possibilitando que se identifique a origem de eventuais danos elétricos.

Quais são as smart cities que deram certo?

Confira alguns cases de smart cities bem-sucedidas ao redor do mundo e inspire-se nesses exemplos:

Sem dúvidas, as smart cities, lideradas pelas startups, trazem uma proposta de uma vida melhor, mais eficaz e equilibrada para toda a população, graças a soluções que usam a tecnologia como um meio para facilitar e agilizar processos. Assim, a expectativa é que, no futuro, pessoas, empresas e governos usem cada vez mais dados, dispositivos e automações para gerenciar a vida em comunidade e investir em um modelo de mais qualidade para todos.

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