Para ter sucesso em um mercado cada vez mais concorrido, é fundamental contar com uma equipe capacitada, certo? Porém, assim como existe uma grande competição entre as startups pela atenção — e os recursos — dos consumidores e investidores, é preciso pensar na satisfação dos profissionais da sua companhia.

Nesse caso, o stock options pode ser uma opção. Afinal, muitas empresas em seu começo enfrentam dificuldades para conseguir oferecer salários competitivos para profissionais que ocupam funções mais estratégicas e vitais. Assim, oferecer ações da startup por preços mais atrativos pode acabar se tornando um diferencial para reter talentos.

Essa estratégia, porém, não é tão simples de ser colocada em prática e deve ser adotada com muito cuidado, especialmente para não prejudicar a sua startup em longo prazo. Que tal, então, entender melhor como funciona o programa de stock options, quando essa opção deve ser avaliada e como se organizar internamente para colocar em prática? Confira!

Na prática, como funciona o programa de employee stock options?

A criatividade é, sem dúvidas, um diferencial para qualquer gestor que deseja fazer com que a sua startup alcance o break even ou consiga gerar mais negócios. Mas seu uso não deve ser restrito apenas ao âmbito das ideias de novos produtos ou soluções, mas também, para criar um ambiente de trabalho mais atrativo para reter talentos na sua companhia.

Além de construir, por exemplo, um código de cultura sólido dentro da sua organização, é preciso oferecer mais aos seus colaboradores. O problema é que nem sempre isso é possível na forma de alto salários. Sendo assim, por que não oferecer uma parte da sua startup como atrativo para os profissionais que fazem parte da sua equipe?

Essa é a proposta de um programa de stock options, que poderia ser traduzido como opção de compra de ações. Ou seja, a sua empresa vai propor essa venda ao colaborador por um valor menor do que o comercializado no mercado. Mas, na prática, por que o profissional deve se interessar por uma proposta de remuneração variável, em vez de um salário fixo?

Simples: quanto melhor for o desempenho da empresa, maior será a remuneração e a possibilidade de lucro do colaborador. Ao comprar a ação por um preço mais baixo, ele pode esperar pela valorização que acreditar ser ideal e vendê-la.

Dessa forma, cada conquista da startup é, na verdade, uma conquista própria também, valorizando as suas ações. A tendência é que, assim, o engajamento dos profissionais com os valores e objetivos da startup seja muito maior.

Esse é um sonho para qualquer trabalho de gestão de pessoas para startups, certo? A partir dessa relação, as duas partes se dedicam ainda mais a conseguir alcançar os seus objetivos, que, no caso, vão ser muito parecidos.

Quando a startup deve começar a pensar sobre o assunto?

Apesar de ser uma opção extremamente válida para o reter talentos dentro da sua startup, o programa de stock options deve ser considerado com muito cuidado. O primeiro ponto é o momento ideal para iniciar as discussões sobre o assunto.

Afinal, você não deve oferecer ações da sua empresa para qualquer funcionário, a qualquer momento. Portanto, você deve considerar, primeiro, se não existe outra opção mais eficiente para convencer um profissional a continuar na sua empresa.

Muitas vezes, um feedback pode mostrar, por exemplo, que a mudança de cultura pode ser o suficiente para reter talentos. Porém, em alguns casos, é preciso oferecer mais às pessoas que mais se destacam na sua startup.

Ao validar a opção de oferecer um programa de stock options aos seus colaboradores, é hora de definir quem pode ser beneficiado por essa oferta. Por isso, essa proposta, normalmente, é oferecida para aqueles profissionais que ocupam cargos mais altos na hierarquia da sua empresa.

Em seguida, é hora de avaliar a importância e o impacto do funcionário a ter acesso a essa oferta. Dessa forma, a relação da sua startup com seus profissionais tende a se aproximar, criando uma união em torno de um só objetivo.

O desempenho dos colaboradores deve aumentar, já que eles vão entender que o seu nível de produtividade vai impactar os retornos. Aos poucos, o sentimento de dono vai se fortalecendo.

Como estruturar um programa de stock options?

O que você deve fazer, então, para desenvolver um programa de stock options? Como falamos, é importante definir uma porcentagem máxima das suas ações que vai ser ofertada aos seus colaboradores.

Afinal, você não pode simplesmente disponibilizar todos os recursos da sua startup, certo? É preciso encontrar um valor que não atrapalhe o futuro do seu negócio. Uma forma de analisar quais profissionais podem participar desse programa é responder perguntas importantes, como:

  • Como aquele colaborador impacta o desempenho da sua empresa?
  • Quais são os resultados que ele traz para o crescimento da sua companhia?
  • Ele segue os valores e a cultura da sua empresa?

Afinal, eles precisam, de fato, merecer tamanha recompensa. Ao mesmo tempo, é preciso criar um programa visando a educar os profissionais que podem fazer parte desse programa, já que é uma modalidade de remuneração não tão comum no país.

Para muitas pessoas, pode não fazer muito sentido em um primeiro momento. Por isso, assegure que todas as regras e informações estão claras para os possíveis participantes.

Apostar em um programa de stock options é, portanto, uma opção extremamente válida para as startups que precisam fortalecer os benefícios oferecidos aos seus colaboradores e, assim, criar uma proposta ainda mais atrativa. Quando bem estruturada, essa estratégia é benéfica tanto para a empresa como para os profissionais, que vão trabalhar juntos por um mesmo objetivo.

Agora que você já sabe o que é um programa de employee stock options e como ele pode se tornar um diferencial competitivo para oferecer aos seus principais talentos, que tal ficar por dentro de outros assuntos relevantes para o desenvolvimento da sua startup? Então, assine a nossa newsletter e receba conteúdos como este, diretamente na sua caixa de entrada!