Muitas são as mudanças que as grandes empresas estão enfrentando para construir sua estratégia em relação a essa tal de Transformação Digital.

O dilema é QUANDO e COMO e não mais SE.

Temos exemplos de empresas que começaram criando estruturas dentro da área de TI, outras criaram estruturas apartadas, criaram laboratórios e por aí vai. Mas o que tem em comum é que a grande maioria investiu em gente boa (time de elite) fazendo um mix de internos e contratados para que pudesse partir para a prática.

Vale reforçar que cada empresa, por ser única, precisa descobrir o seu jeito de passar por essa Transformação sem seguir uma receita. Gosto muito de saber o que o mundo e as empresas estão fazendo e como estão avançando, porém o que retiro são insights não busco essa receita.

E se estamos dizendo de descobrir o seu jeito é preciso colocar para rodar. Vale sim uma consulta em teorias existentes por aí, mas que essa teoria seja testada e validada na prática para aí sim o seu conhecimento ser internalizado e institucionalizado.

Quando falamos de Transformação em grandes empresas o desafio se torna diretamente proporcional ao seu tamanho.

Logo uma das formas é de fato escolher um desafio (tema) e atacá-lo.

A escolha desse desafio precisa partir de uma premissa: Foco na experiência do cliente, ou seja, que traga um ganho na melhoria da experiência do cliente. É esse o tema que irá criar um case de mudança dentro da organização.

Gosto muito desse modelo que é um ciclo de 4 fases:

Propósito, Engajamento, Transformação e Otimização.

PROPÓSITO: Nesse momento é importante fazer a escolha certa de qual desafio atacar, qual o case que a empresa quer construir. Momento crítico, pois uma escolha equivocada pode ser um “tiro no pé”.

Aqui encaixa muito bem a visão de fatiar e também ter clareza que não será agora que irá resolver todos os problemas da empresa. Sem esquecer que esse desafio precisa ter como premissa algo que mexa na experiência do cliente.

Vale se atentar nessas 5 dicas:

São algumas perguntas chaves que precisam ser feitas, pois são delas que derivarão para caminhos distintos. Ter compreensão se aquele tema está preparado ou não para ser atacado assim como ter clareza e entendimento para chegar à conclusão que algumas etapas ainda precisam ser cumpridas.

Um exemplo disso é se eu não tenho conhecimento em que momento da jornada do cliente iremos atuar, logo já surge uma tarefa de se mapear essa jornada. Outro exemplo seria se eu desconheço as dores do usuário, logo é necessário já correr e fazer um estudo de personas. E por aí vai….

ENGAJAMENTO: Depois de ter escolhido o desafio a ser investido e principalmente o time que fará parte dele, a fase de engajamento precisa ter como foco trabalhar na capacitação das pessoas. Aqui começa uma jornada importante para que a Transformação aconteça dentro de uma corporação. No próprio dia a dia o aprendizado já acontecerá de forma natural, mas não deixe de promover bate papos sobre temas relevantes que forem surgindo. Cerimônias como retrospectivas são bem ricas para promover o debate, entendimento e evolução do time.

As novas tecnologias digitais estão proporcionando uma evolução dos processos, competências e modelos de negócios. É o momento de “hackear”.

 

TRANSFORMAÇÃO: Aqui a Transformação já começa a dar o ar da graça. As pessoas que compõem o time atuam como polinizadores de tudo que aprendeu. Começamos a notar uma mudança de mindset das pessoas, processos são questionados e colocados à prova assim como valores. A cultura corporativa começa a sentir a chegada dessa tal de Transformação…

OTIMIZAÇÃO: A última etapa desse ciclo os conhecimentos e, principalmente, os aprendizados precisam ser internalizados. Tentar deixar o ambiente mais estável para que possa avançar e aí sim começar a pensar em um outro case a ser trabalhado.

 

Transformação não é digital…é Transformação e ponto!

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