O que vem à sua cabeça quando escuta a palavra inovação? Para mim, a inovação sempre esteve atrelada ao exercício empírico, a arriscar-se.

Saí do colegial sem ter uma profissão definida. Passei no vestibular para Ciências da Computação, mas tranquei após seis meses. Em seguida, realizei um curso de piloto e ingressei em Ciências Aeronáuticas.

No primeiro período desta faculdade, em 1999, ao lado de alguns amigos, resolvemos criar um site. Mais especificamente, um portal de esporte, num sistema de buscador com informações sobre diversas modalidades. Apenas um ano depois, demos de cara com nosso primeiro desafio: em 2000 ocorreu o estouro da bolha de internet e tivemos que nos reinventar.

Em 2001, ainda na era da internet discada, reunimos quatro computadores numa garagem e criamos uma loja virtual. Durante esse período, mergulhei no mundo digital. Nossa loja cresceu, contratamos pessoas e dividimos responsabilidades. A partir dessa experiência, tive a certeza de que seguiria o caminho do empreendedorismo.

Mas onde entra a inovação nessa história?

Muito além das novas tecnologias, entendo a inovação como um processo, um movimento.

Ela acontece de forma descentralizada, de baixo para cima, mas precisa, é claro, do apoio de uma alta gestão.

Entre erros e acertos, a inovação representada por esta loja virtual foi uma vivência de muito aprendizado, que me permitiu conhecer na prática os desafios de gerenciar um negócio. Um caminho que, após diversas experiências, me trouxe até o cargo de gestor do Centro de Competência Digital da Porto Seguro, onde meu maior desafio atual é conduzir a transformação digital desta Companhia, líder de mercado e reconhecida pelos seus clientes.

A transformação de uma empresa passa essencialmente por três pilares: MarcaTecnologia Pessoas. Dentro do âmbito de Pessoas, incluo também os processos e a cultura da organização. O que fazemos hoje, dentro da Porto Seguro, é uma transformação com força cultural.

Neste novo mundo sem barreiras entre real e digital, temos a missão de encontrar novas formas de trabalhar, sempre com o foco em proporcionar a melhor experiência para o cliente. E para que isso seja possível, é preciso incomodar de forma construtiva, fazer borbulhar novas perspectivas. Encarar os desafios e estar sempre disposto a abraçar a inovação.

Para o alto e avante!

 

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